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sábado, 28 de janeiro de 2012

Melhores textos: My thoughts on S.O.P.A. by Paulo Coelho

http://paulocoelhoblog.com/2012/01/20/welcome-to-pirate-my-books/

IN THE former Soviet Union, in the late 1950s and 60s, many books that questioned the political system began to be circulated privately in mimeographed form. Their authors never earned a penny in royalties. On the contrary, they were persecuted, denounced in the official press, and sent into exile in the notorious Siberian gulags. Yet they continued to write.
Why? Because they needed to share what they were feeling. From the Gospels to political manifestos, literature has allowed ideas to travel and even to change the world.
I have nothing against people earning money from their books; that’s how I make my living.
But look at what’s happening now. Stop Online Piracy Act (S.O.P.A) may disrupt internet. This is a REAL DANGER, not only for Americans, but for all of us, as the law – if approved – will affect the whole planet.
And how do I feel about this?
As an author, I should be defending ‘intellectual property’, but I’m not.
Pirates of the world, unite and pirate everything I’ve ever written!
The good old days, when each idea had an owner, are gone forever.
First, because all anyone ever does is recycle the same four themes: a love story between two people, a love triangle, the struggle for power, and the story of a journey.
Second, because all writers want what they write to be read, whether in a newspaper, blog, pamphlet, or on a wall.
The more often we hear a song on the radio, the keener we are to buy the CD. It’s the same with literature.
The more people ‘pirate’ a book, the better. If they like the beginning, they’ll buy the whole book the next day, because there’s nothing more tiring than reading long screeds of text on a computer screen.
1. Some people will say: You’re rich enough to allow your books to be distributed for free.

That’s true. I am rich. But was it the desire to make money that drove me to write? No. My family and my teachers all said that there was no future in writing.
I started writing and I continue to write because it gives me pleasure and gives meaning to my existence. If money were the motive, I could have stopped writing ages ago and saved myself having to put up with invariably negative reviews.
2. The publishing industry will say: Artists can’t survive if they’re not paid.
In 1999, when I was first published in Russia ( with a print- run of 3,000), the country was suffering a severe paper shortage. By chance, I discovered a ‘ pirate’ edition of The Alchemist and posted it on my web page.
An year later, when the crisis was resolved, I sold 10,000 copies of the print edition.
By 2002, I had sold a million copies in Russia, and I have now sold over 12 million.
When I traveled across Russia by train, I met several people who told me that they had first discovered my work through the ‘ pirated’ edition I posted on my website. Nowadays, I run a ‘Pirate Coelho’ website, giving links to any books of mine that are available on P2P sites.
And my sales continue to grow — nearly 140 million copies world wide.
When you’ve eaten an orange, you have to go back to the shop to buy another. In that case, it makes sense to pay on the spot.
With an object of art, you’re not buying paper, ink, paintbrush, canvas or musical notes, but the idea born out of a combination of those products.
‘Pirating’ can act as an introduction to an artist’s work. If you like his or her idea, then you will want to have it in your house; a good idea doesn’t need protection.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Melhores textos: Kodak, Yahoo, direitos autorais e a inevitabilidade do digital

Brilhante texto de Alexandre Matias
http://blogs.estadao.com.br/alexandre-matias/2012/01/22/kodak-yahoo-direitos-autorais-e-a-inevitabilidade-do-digital/
Para milhões, baixar gratuitamente é rotina
A Sopa e a Pipa foram o principal assunto da semana passada, mas queria aproveitar para falar de outros acontecimentos ofuscados pela briga entre a indústria de entretenimento e a de tecnologia, mas que podem nos ajudar a jogar uma luz sobre a confusão legal a que estamos assistindo.
Um deles é a concordata da Kodak e o outro, a demissão de Jerry Yang, um dos criadores do Yahoo, do cargo de “cofundador e líder” do site (sim, esse era seu cargo). Ambas notícias podem ser comparadas à clássica anedota sobre a inevitabilidade do digital – quando as grandes gravadoras do mundo resolveram processar seus próprios consumidores (que, graças ao Napster, descobriram que era possível baixar música de graça e à vontade) e deram início ao fim de seu próprio monopólio, o da música gravada e lançada em mídias físicas.
A Kodak, uma empresa centenária, inventou a câmera fotográfica portátil que a tornou sinônimo do aparelho que popularizou. Mas também inventou a primeira câmera digital – na pré-história do mundo digital, nos anos 70. Mas como também vivia de vender filmes, preferiu não investir neste setor, com medo de perder o mercado analógico. Mas, ao manter-se irredutível nesta posição, viu ao mesmo tempo o mercado que queria proteger sumir e outras empresas assumirem as rédeas da fotografia digital. Até mesmo de outros tipos de produto, como a Nokia, que se consolidou no mercado de celulares justamente por apresentar boas câmeras embutidas nos aparelhos. Sua cabeça-dura custou-lhe a própria existência.
A mesma teimosia acabou fazendo Yang pedir demissão do principal cargo do site que criou. O Yahoo, muitos nem sequer devem se lembrar, já foi um dos titãs do mundo digital, numa época em que os sites eram contados aos milhares e as conexões ainda eram discadas. Com a chegada do Google, o site preferiu manter-se preso à lógica de portal, típica da última década do século passado, em vez de apontar links para o resto da rede. Fechou-se em si mesmo e apostava na possibilidade de ser comprado ou fundir-se a algum outro gigante. A Microsoft foi quem mais cortejou o velho líder das buscas, em vão. Até que a chegada de um novo CEO, Scott Thompson, obrigou Yang a sair do holofote – e sacramentar o fim de uma era.
O que nos leva de volta às polêmicas leis antipirataria que ameaçam a existência da web como a conhecemos – não apenas nos EUA, mas em todo o mundo. Não é a primeira vez que o Congresso norte-americano tenta aprovar leis que tentam restringir o avanço da pirataria digital. Mas o que estamos assistindo em 2012 é ao aumento da truculência e da força política de uma indústria que, como a Kodak e o Yahoo, preferem não abraçar o digital inevitável e agarrar-se a uma legislação que não faz sentido em tempos digitais.
O lobby de Hollywood é poderoso e pode ter consequências catastróficas para a rede. Imagine que o simples ato de linkar um vídeo do YouTube no Facebook (que não seja autorizado por seu criador) possa significar até cinco anos de cadeia. Como ironizou alguém no Twitter, se você uploadar uma música de Michael Jackson na internet, pode pegar um ano a mais de cadeia do que o próprio médico acusado de sua morte. Não faz o menor sentido.
Fora que o que é chamado de pirataria pela indústria do copyright é rotina para milhões (bilhões?) de pessoas por todo o planeta. Baixar conteúdo gratuitamente é infração do direito autoral antigo, mas há mais de uma pesquisa mostrando que, quanto mais alguém baixa conteúdo sem autorização, mais gasta no mesmo tipo de conteúdo. As leis não devem parar no tempo – elas devem mudar de acordo com as mudanças da sociedade.
E se insistir nisso, os EUA podem matar seus principais produtos no novo século: Google e Facebook vão ter que mudar completamente seus negócios. Abrindo espaço para alguém, em algum país, criar seu próprio clone de Google ou do Facebook e conseguir um público que antes era dos EUA. E aí pode ser que o cabeça-dura da história seja o próprio governo dos norte-americano.

Conheça mais sobre o tema neste Post http://maurocazetto.blogspot.com/2010/06/melhores-textos-gerenciamento-digital.html

Saiba mais aqui http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed678_o_templo_dos_downloads_sagrados e este aqui http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed678_contra_a_censura_e_o_obscurantismo veja os textos ao lado sobre SOPA e PIPA.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Melhores textos: Os 13 pecados na prestação interna de serviços

Por: Dino Mocsány

Há alguns anos, recebi este texto, de autor desconhecido (adicionei diversas observações ao texto recebido!), de um cliente que tinha muitos problemas entre seus vários Departamentos (este cliente é em uma pequena comunidade do Himalaia... ainda bem que aqui no Brasil nada disto acontece...).

Em todo o caso, talvez algum amigo seu conviva com algo parecido (claro, só lá na empresa dele...) com o que segue, e você talvez possa ajudá-lo!

Dentre os conceitos associados à gestão das empresas por processos ou dentro dos princípios da qualidade total, figuram a prestação interna de serviços, onde cada pessoa ou departamento, na organização, deve ver aqueles com quem se relaciona como clientes ou fornecedores internos.

Alguns não gostam de usar a expressão "clientes" neste contexto, para evitar a perda de enfoque em relação ao cliente externo, razão de ser das organizações; é interessante, porém, aplicar os mesmos conceitos que são usados para atendimento ao mercado no ambiente interno, seja como marketing interno ou "prestação interna de serviços".

Alguns problemas, que "algumas vezes" ocorrem para empresas como um todo, prejudicando o seu relacionamento com clientes, ocorrem também dentro das organizações, entre os seus departamentos (aliás, quase sempre acontece... claro, só lá no Himalaia).

No seu livro Services Within, Karl Albrecht cita sete pecados na prestação interna de serviços, caracterizando os tipos de departamentos por apelidos.

A experiência brasileira leva a acrescentar mais seis tipos, resultando assim em um total de 13 tipos de departamentos, e a procurar adaptar as expressões usadas por Albrecht ao nosso cotidiano.

Na leitura que se segue, você vê algo parecido em sua empresa ou em seus clientes?

"Buraco Negro" – As coisas entram neste departamento e parece que nunca saem. Pedidos de informação, assessoria ou solicitações para acelerar processos são ignorados. O departamento opera dentro das suas próprias prioridades e ignora pedidos recebidos, exceto os "vindos de cima"...

“Bate-volta" - Rejeita pedidos de serviços baseando-se sempre em detalhes burocráticos. "Rejeitado porque o campo 24 do formulário não foi preenchido corretamente", etc. Em vez de telefonar para o outro departamento pedindo o detalhe que falta, devolve a solicitação de serviço.

"Legislador por decreto" – Alguns departamentos têm por hábito fazer declarações sobre o que eles irão fazer ou deixar de fazer no futuro. "A partir de hoje, este departamento não aceitará mais pedidos que não venham acompanhados de justificativa escrita e assinados por dois chefes de departamento". A mensagem é "A regra é essa. Se não quiser, dane-se".

"Peguei no flagra" ou "Ahááá" – Alguns departamentos têm atribuições que os colocam em posição de supervisão sobre outros. Eles têm um prazer quase sádico em apanhar os outros departamentos cometendo erros ou violando regras.

"Não pode" – Um departamento "não pode" adora exercitar seu poder de veto. As pessoas de lá gostam muito mais de dizer "não" do que "sim". Eles sempre dizem aos seus clientes internos porque uma determinada coisa não pode ser feita, em vez de procurar uma maneira de atender suas necessidades.

"Burócra" – Este tipo de departamento solicita montanhas de papel toda vez que você tenta fazer algo. Eles têm formulários especiais para tudo que você quer fazer. Há muito tempo esqueceram como discutir os problemas ao telefone e agir imediatamente. Tudo tem que ser submetido em formulários-padrão, de preferência em 6 vias, é claro que sempre com 15 assinaturas (no mínimo?) para poderem decidir.

"Guardião de atribuições" - É o departamento que tem preocupação excessiva com sua área de responsabilidade, esquecendo o bom senso e o compromisso com resultados. Está sempre preparado para o ataque a qualquer sinal de que outro departamento possa fazer coisas de sua atribuição. Todos os departamentos devem se pautar pela sua missão, mas é comum encontrar departamentos que não fazem o que deve fazer ao mesmo tempo em que também não deixam os outros fazerem o que precisam para resolver seus próprios problemas.

"Ocupador de espaços" - Baseado na lei de Fang que "a pessoa não faz o que deve, faz o que sabe fazer" – ou o que pensa que sabe... Alguns departamentos não cumprem as suas atribuições e ficam fazendo a tarefa dos outros, buscando permanentemente aumentar as suas atribuições no papel e disputar poder com outros departamentos. O clima de beligerância que se cria com essa atitude são desagregadores para a empresa. Quando um "guardião de atribuições" se encontra com um "ocupador de espaço" a guerra é líquida e certa.

"Quem, eu?" (ou "João Sem Braço"...) - Alguns departamentos não têm nenhuma preocupação com o resultado final dos processos em que se inserem, e executam a sua parte sem o mínimo envolvimento com as ansiedades do resto da empresa. São departamentos reativos e não pró-ativos, e não contribuem além do seu papel para o resultado final. Costumam afirmar "a minha parte eu já fiz e se não deu certo a culpa não é minha".

"Nuécumigo" (talvez de origem indígena...) - Este tipo de departamento costuma achar o seu trabalho perfeito e alardeia, muitas vezes para os próprios clientes externos, que a sua área funciona mas o resto da empresa é que é incompetente. Conhecem perfeitamente os defeitos dos outros departamentos, mas são incapazes de observar os seus. O efeito externo dessas declarações é devastador para todos. Está no mesmo barco e acham que o furo é do outro lado.

"Centralizador" ou "Numtchan nem sai décima" (pronuncie com acento oriental) - mesmo que não consiga executar o trabalho, este departamento não repassa o serviço para outros departamentos, e não repassa informações para que o usuário do serviço possa fazer a parte dele. Sua fila de solicitações/ pode ficar imensa, mas ele não pensa em outra solução para o cliente a não ser instruí-lo a "aguardar na fila".

"Mal educado" - Para este departamento o cliente (externo ou interno) é, antes de tudo, um chato ("Trabalhar nesta empresa até que é bom, se não fossem os clientes..."). Leva "chá-de-cadeira" em ante-salas, não tem seus telefonemas respondidos, e dificilmente ouvirá um "obrigado",, ”por favor," ou "com licença".

"Xácomigo" - Este é o voluntarioso. Acha que pode fazer tudo, mas de tanto aceitar tarefas não sai do outro lado com nenhuma. Prazos e custos são sempre subdimensionados. Pode se transformar na prática em um "buraco negro".

Você se lembra de algum Departamento que se parece com algum destes ???

Enviado por Rodrigo Isaias

domingo, 2 de outubro de 2011

Melhores textos: Carta-resposta à REVISTA VEJA por professora Estadual do Paraná.

Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador. Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. 

Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. 

Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.

Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. 

Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores? 

E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. 

Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso. 

Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. 

E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores incapazes”, elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração. 

Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário. 

Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. 

Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.

Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. 

E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos. 

Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se. Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade.

Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo. Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!! 

Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. 

Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.

Vamos fazer uma corrente via internet, repasse a todos os seus! Grata.

Vamos começar uma corrente nacional que pelo menos dê aos professores respaldo legal quando um aluno o xinga, o agride... chega de ECA que não resolve nada, chega de Conselho Tutelar que só vai a favor da criança e adolescente (capazes às vezes de matar, roubar e coisas piores), chega de salário baixo, todas as profissões e pessoas passam por professores, deve ser a carreira mais bem paga do país, afinal os deputados que ganham 67% de aumento tiveram professores, até mesmo os "alfabetizados funcionais". Pelo amor de Deus somos uma classe com força!!! 
Vanessa Storrer - professora da rede Municipal de Curitiba! 
Enviado por Márcia Scaramuzza

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Melhores vídeos e texto: Rebecca MacKinnon: Let's take back the Internet!


http://www.ted.com/talks/rebecca_mackinnon_let_s_take_back_the_internet.html 

Então, começo com um comercial inspirado em George Orwell que a Apple fez em 1984. (Vídeo) Grande Irmão: Somos um povo com uma vontade, um propósito, uma causa. Nossos inimigos falarão até se matarem, e os combateremos com sua própria confusão. Nós triunfaremos. Narrador: Em 24 de janeiro, A Apple Computer apresentará o Macintosh. E você verá porque 1984 não será como "1984". Rebecca MacKinnon: A mensagem implícita nesse vídeo continua muito poderosa ainda hoje. A tecnologia criada por empresas inovadoras nos libertará. Avançando mais de duas décadas. A Apple lança o iPhone na China e censura aplicativos do Dalai Lama junto a outros tantos aplicativos politicamente sensíveis, a pedido do governo chinês para sua loja app chinesa. O chargista político americano Mark Fiore também teve seu aplicativo de sátira censurado nos Estados Unidos porque alguns da equipe da Apple estavam preocupados se ele seria ofensivo a certos grupos. Seu aplicativo só foi readmitido quando ele ganhou o Prêmio Pulitzer. A revista alemã Stern, uma revista de notícias, teve seu aplicativo censurado porque as 'babás da Apple' o julgaram picante demais para seus usuários, a despeito dessa revista ser legalmente vendida nas bancas de toda a Alemanha. E mais controversialmente, recentemente, a Apple censurou um aplicativo de protesto palestino depois que o governo israelense demonstrou receio de que ele poderia ser usado para organizar ataques violentos. Então, é o seguinte, temos uma situação onde empresas privadas estão utilizando critérios de censura que são quase sempre um tanto arbitrários e geralmente mais restritos que as normas constitucionais de liberdade de expressão que temos nas democracias. Ou estão respondendo a pedidos de censura de regimes autoritários que não refletem consentimento dos governados. Ou respondem a pedidos e interesses dos governos que não têm jurisdição sobre tantos, ou da maioria, dos usuários e espectadores que estão interagindo com o conteúdo em questão. Então, a situação é esta. Num mundo pré-Internet, soberania sobre nossas liberdades físicas, ou falta delas, era quase totalmente controlada pelos estados-nações. Mas agora temos essa nova camada de soberania privada no ciberespaço. E suas decisões sobre código de software, engenharia, design, contratos de serviço atuam como um tipo de lei que molda o que podemos ou não fazer com nossas vidas digitais. E suas soberanias, transversais, globalmente interligadas, podem de algumas formas desafiar as soberanias dos estados-nações de formas muito emocionantes, mas às vezes também agem para projetar e estender isso numa época em que controle sobre o que o povo pode ou não fazer com informação tem mais efeito do que nunca no exercício do poder em nosso mundo físico. Afinal, mesmo o líder do mundo livre precisa de uma ajudinha do sultão do Facebookistão se ele quiser reeleger-se no próximo ano. E essas plataformas foram certamente muito úteis para os ativistas na Tunísia e Egito na primavera passada e depois. Assim como Wael Ghonim, o executivo egípcio do Google de dia, ativista secreto do Facebook à noite, disse a CNN, a famosa frase, depois que Mubarak renunciou, "Se você quer libertar uma sociedade, basta dar-lhes a Internet." Mas, derrubar um governo é uma coisa e construir uma democracia estável é um pouco mais complicado. À esquerda há uma foto tirada por um ativista egípcio que fez parte no assalto ao escritório de segurança do estado egípcio em março. E muitos dos agentes picaram o máximo de documentos possível e os deixaram lá em pilhas. Mas alguns dos arquivos ficaram intactos, e os ativistas, alguns deles, encontraram seus próprios dossiês de espionagem cheios de transcrições de suas trocas de emails, suas mensagens de texto de celulares, até das conversas no Skype. E um ativista realmente encontrou um contrato de uma empresa ocidental de venda de tecnologia de espionagem para as forças de segurança egípcia. E ativistas egípcios estão presumindo que essas tecnologias de espionagem ainda são usadas pelas autoridades de transição que estão no comando das redes lá. E na Tunísia, a censura realmente começou a retornar em maio -- não tão extensivamente como no poder do Presidente Ben Ali. Mas você verá aqui uma página bloqueada do que acontece quando tentamos entrar em certas páginas do Facebook e em outros sites que as autoridades de transição determinaram que podem incitar violência. Em protesto a isso, o blogueiro Slim Amamou, que já esteve preso sob o regime de Ben Ali e depois fez parte do governo de transição após a revolução, renunciou ao cargo em protesto. Mas tem havido muitos debates na Tunísia sobre como lidar com esse tipo de problema. De fato, no Twitter, havia algumas pessoas que apoiavam a revolução que disseram, "Bem realmente, queremos democracia e liberdade de expressão, mas há alguns tipos de discurso que precisam ficar de fora porque são muito violentos e podem desestabilizar nossa democracia. Mas o problema é, como decidimos quem tem poder de tomar essas decisões e como temos certeza de que não abusam desse poder? Como Riadh Guerfali, o veterano ativista digital da Tunísia, comentou sobre esse incidente, "Antes as coisas eram simples: tínhamos os mocinhos de um lado e os bandidos do outro. Hoje, as coisas são muito mais sutis." Bem-vindos à democracia, amigos tunisianos e egípcios. A realidade é que mesmo em sociedades democráticas hoje, não temos boas respostas sobre como equilibrar a necessidade de segurança e aplicação da lei de um lado e proteção das liberdades civis e liberdade de expressão do outro em nossas redes digitais. De fato, nos Estados Unidos, independentemente do que você pensa de Julian Assange, mesmo gente que não é necessariamente grande fã dele está preocupada com a maneira que o governo dos Estados Unidos e algumas empresas tem lidado com Wikileaks. A Amazon deixou de hospedar o site Wikileaks depois de receber uma queixa do senador americano Joe Lieberman, apesar do fato do Wikileaks não ter sido processado, muito menos condenado por qualquer crime. Então presumimos que a Internet é uma tecnologia com fronteiras incertas. Este é um mapa das redes sociais no mundo, e o Facebook tem certamente conquistado bem o mundo -- o que pode ser uma coisa boa ou ruim, dependendo se você gosta do jeito que o Facebook gerencia seu serviço. Mas fronteiras persistem em algumas partes do ciberespaço. No Brasil e Japão, é somente por razões culturais e linguísticas. Mas se olharmos a China, Vietnã e alguns dos antigos Estados Soviéticos, o que está acontecendo lá é mais preocupante. Temos uma situação onde a relação entre governo e empresas locais de redes sociais está criando uma situação onde, efetivamente, o potencial de poder dessas plataformas está sendo reprimido por causa dessas relações entre empresas e governo. Atualmente na China, temos o "grande firewall", como é conhecido, que bloqueia o Facebook e Twitter e agora o Google+ e muitos dos outros sites estrangeiros. E isso é feito em parte com a ajuda da tecnologia ocidental. Mas isso é apenas a metade da história. A outra parte da história são as condições que o governo chinês impõe para todas as empresas que operam na Internet chinesa, conhecidas como um sistema de autodisciplina. Em inglês simples, significa censura e monitoramento de seus usuários. E essa é a cerimônia em que estive em 2009 onde a Sociedade de Internet da China premiou as 20 melhores empresas da China que são as melhores no exercício da autodisciplina -- isto é, policiando seu conteúdo. E Robin Li, o Diretor Executivo da Baidu, a ferramenta de busca dominante na China, foi um dos premiados. Na Rússia, eles geralmente não bloqueiam a Internet e censuram diretamente os sites na Internet. Mas este é um site chamado Rospil que é um site de anti-corrupção. E no início deste ano, houve um incidente preocupante em que as pessoas que fizeram doações ao Rospil através de um sistema de processamento de pagamentos chamado Yandex Money subitamente receberam telefonemas ameaçadores de membros de um partido nacionalista que haviam obtido detalhes sobre os doadores do Rospil através de membros dos serviços de segurança que de alguma forma obtiveram essa informação do pessoal do Yandex Money. Isto tem um efeito horrendo na capacidade das pessoas usarem a Internet para manter a responsabilização governamental. Então temos uma situação no mundo hoje onde em mais e mais países a relação entre cidadãos e governos é mediada através da Internet, que é composta primariamente de serviços de empresas privadas. Então, a questão importante, penso, não é este debate sobre se a Internet vai ajudar mais aos mocinhos do que aos bandidos. Claro, dará poder a quem quer que seja mais especializado no uso da tecnologia e melhor compreender a Internet em comparação com quem quer que sejam seus adversários. A questão mais urgente que devemos nos perguntar hoje é como nos asseguramos de que a Internet evolua de uma maneira centrada no cidadão. Porque eu penso que todos concordarão que o único propósito legítimo do governo é servir aos seus cidadãos. E eu poderia argumentar que o único legítimo propósito da tecnologia é o de melhorar nossas vidas, não de nos manipular ou nos escravizar. Então a questão é, nós sabemos como manter a responsabilização governamental. Nós nem sempre fazemos isso bem, mas temos uma noção de quais são os modelos, política e institucionalmente, para fazê-lo. Como você mantém os soberanos do ciberespaço responsáveis pelo interesse público quando a maioria dos diretores executivos argumenta que a obrigação deles é maximizar o lucro dos acionistas? E as regulamentações do governo frequentemente não ajudam muito. Temos situações, por exemplo, na França onde presidente Sarkozy diz aos CEOs das empresas de Internet, "Somos os únicos representantes legítimos do interesse público." Mas então ele vai e defende leis como a infame lei de três reincidências que desconectaria cidadãos da Internet por compartilharem arquivos, o que já foi condenado pelo Relator Especial das Nações Unidas sobre a Liberdade de Expressão como sendo uma violação desproporcional ao direito do cidadão às comunicações, e tem levantado questões entre grupos da sociedade civil sobre se alguns representantes políticos estão mais interessados em preservar os interesses da indústria de entretenimento do que estão em defender os direitos de seus cidadãos. E aqui no Reino Unido há também uma preocupação sobre uma lei chamada Ato de Economia Digital que está colocando mais ônus nos intermediários privados para policiar o comportamento do cidadão. Então o que temos de reconhecer é que se quisermos ter uma Internet centrada no cidadão no futuro, precisamos de um movimento de liberdade da Internet mais amplo e sustentado. Afinal, empresas não pararam de poluir as águas espontaneamente, ou de empregar crianças de 10 anos de idade, espontaneamente, só porque executivos acordaram um dia e decidiram que era a coisa certa a ser feita. Isso foi o resultado de décadas de ativismo sustentado, defesa dos direitos de acionistas e defesa dos direitos dos consumidores. Similarmente, governos não decretam leis ambientalistas e trabalhistas inteligentes só porque políticos um dia acordaram. É o resultado de um muito sustentado e prolongado ativismo político que você consegue as legislações certas, e que você consegue o comportamento corporativo certo. Precisamos fazer a mesma abordagem com a Internet. Nós também precisaremos de inovação política. 800 anos atrás, aproximadamente, os barões da Inglaterra decidiram que o divino direito dos reis não funcionava mais tão bem para eles, e forçaram o rei John a assinar a Carta Magna, que reconheceu que mesmo o rei que clamava ter lei divina também tinha que cumprir uma série básica de normas. Isso desencadeou um ciclo que podemos chamar de inovação política, que levou eventualmente à ideia de consentimento dos governados -- que foi implementada pela primeira vez por aquele governo revolucionário radical na América, do outro lado do Atlântico. Então precisamos resolver agora como construir o consentimento dos usuários da rede. E como é isso? No momento, ainda não sabemos. Mas requererá inovação que não apenas precisará de focar em política, em geopolítica, mas também precisará lidar com questões de gerenciamento de negócios, comportamento do investidor, escolha do consumidor e até mesmo design de software e engenharia. Todos nós temos um papel vital a desempenhar na construção do tipo de mundo em que governo e tecnologia sirvam ao povo do mundo e não o inverso. Muito obrigada. (Aplausos)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Melhores textos: Resiliência, porque utilizar este termo? por Luis Felipe Cortoni

Resiliência é um termo muito utilizado ultimamente nas empresas para identificar um tipo complexo de comportamento humano.
Segundo o dicionário Aurélio: s.f. 1. Fis. Propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora duma deformação elástica. 2. Resistência ao choque. (o grifo é nosso)
Será que tem valor a utilização deste termo para entender aspectos do comportamento humano dentro da empresa? Será que não existe um termo ou um conceito mais apropriado na psicologia para descrever este comportamento humano e não de materiais? Parece que sempre se acha algum tipo de metáfora para tentar explicar questões humanas na empresa que, na maioria das vezes, banalizam o comportamento humano reduzindo-o ou igualando-o a animais (lembram dos ratos e o queijo que foi mexido? e dos gansos? e dos búfalos?) ou a materiais como neste caso. Seria mais adequado ir diretamente à fonte que estuda estes fenômenos comportamentais que gostaríamos de entender.
Analisando um pouco mais profundamente a razão da utilização deste termo, devemos buscar entender porque esta exigência é feita hoje dentro das organizações: “seja resiliente”. Parece um pedido de adaptação e flexibilidade máximas que pessoas devem ter às condições do cenário (interno e externo) que o negócio opera. Uma prática até certo ponto conhecida de muitos que é a de mudar o artista, mas não mudar o cenário. De novo o sacrifício maior, ou se preferem, o movimento de mudança, recai sobre as pessoas e não sobre o negócio. Este, parece, navega ao sabor das vicissitudes do momento do mercado e pede aos marinheiros que apertem os cintos. É um pedido de “adapte-se” mesmo que as condições sejam difíceis ou insuportáveis, porque se assim forem e o indivíduo não conseguir adaptar-se então ele não foi resiliente, conclusão redundante.
Uma questão que passa despercebida no uso deste termo, é que para nós humanos a tal resiliência, que está sendo utilizada como sinônimo de uma habilidade máxima de adaptação ao meio, pode significar não à criatividade, à inovação, à consciência, à indignação. Por outro lado, para nós o sofrimento, a inconformidade, a visão crítica são alguns dos conhecidos motores e propulsores da criação e da inovação, enfim, da mudança e da busca pelo novo. Porque, ao que tudo indica, a utilização deste termo sentencia que quem é resiliente muda a si mesmo, muda os seus padrões individuais de necessidades, de expectativas, muda a forma de realizar o trabalho, ou seja, somente se adapta. E as condições de trabalho e de gestão não devem mudar também? O negócio não deveria ser resiliente também? O próprio negócio corre riscos se contar apenas com pessoas resilientes.
Outra questão, que parece mais séria, e que passa também despercebida é que a resiliência serve para explicar fenômenos materiais, e muito bem explicados pela física. Mas com humanos a resiliência, dependendo da pressão e do esforço para a adaptação e para a flexibilidade que as pessoas fazem, pode certamente significar seqüelas. Não porque o individuo não foi resiliente, ao contrário, ao sê-lo ele avança seus limites, mergulha e quando se dá conta, em pouco tempo começa a perceber as conseqüências deste esforço. A palavra esforço parece extrema, mas não é quando olhamos para as exigências de adaptação cotidiana que pessoas experimentam nas empresas em que traba lham. Está claro que o pedido e a intenção original são “mexa-se e saia do conhecido”, ou “adapte-se ao mundo mutante e veloz”, mas utilizado desta forma está causando um efeito ao contrário. Além das seqüelas (na maior parte das vezes reações psicossomáticas) esta exigência pode inibir a criatividade e a inovação.
Mais do que isso, para mudar de referenciais as pessoas necessitam de um recurso pouco disponível nas empresas hoje: tempo. Não lhes é concedido, ser resiliente é reagir imediatamente, ou seja, outra condição para a inibição da crítica e da criatividade. Acrescente-se a isto uma jornada de 10 a 12 horas de trabalho diário e a eterna sensação de estar devendo, e as coisas pioram bastante.
Para comprovar estas afirmações feitas até agora sugerimos uma visita ao médico do trabalho. Parece estranho, mas hoje ele tem uma boa noção e até um bom diagnóstico do que as pessoas estão vivendo e passando nas empresas hoje. É só pedir a ele que relate quais são as principais queixas do dia-a-dia e suas prescrições, e saberemos a porcentagem de doenças psicossomáticas existentes. É claro que nem tudo é consequência da tal resiliência, mas boa parte sem dúvida é.
Alguns argumentam dizendo exatamente o contrário, ser resiliente é ser criativo e inovador. Se isto significar ser criativo para mudar as condições de trabalho e de aspectos da gestão, estamos de acordo, mas não é bem isso que a utilização sensacionalista do termo sugere.
Para finalizar, um exemplo de resiliência talvez um pouco desconfortável: o brinquedo conhecido como “João Bobo”. Leva soco e pancada e volta sempre para o mesmo lugar com a mesma cara sorridente. Qualquer semelhança não é mera coincidência.
Luis Felipe Cortoni é sócio-diretor da LCZ Desenvolvimento de Pessoas e Organizações (www.lczconsultoria.com.br)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Melhores textos: A matemática da vida em Fukushima


Há no Japão um grupo de 200 aposentados, em sua maioria engenheiros, que se oferece para substituir trabalhadores mais jovens num perigoso trabalho: a manutenção da usina nuclear de Fukushima, que foi seriamente afetada pelo grande terremoto de três meses atrás. Os reparos envolvem altos níveis de radioatividade cancerígena.
 Em entrevista à BBC, o voluntário Yasuteru Yamada, que tem 72 anos e negocia com o reticente governo japonês e a companhia, usa uma lógica tão simples quanto assombrosa.
 "Em média, devo viver mais uns 15 anos. Já um câncer vindo da radiação levaria de 20 a 30 anos para surgir. Logo, nós que somos mais velhos temos menos risco de desenvolver câncer", afirma Yamada.
 É arrepiante. Na contramão do individualismo atual - e lidando de uma maneira absolutamente realista em relação à vida e à morte -, sexagenários e septuagenários querem dar uma última contribuição: ser úteis em seus últimos anos e permitir que alguns jovens possam chegar às idades deles com saúde e disposição semelhantes.
 O que mais impressiona em toda a história é a matemática da vida. A morte não é para eles um problema a ser solucionado - ou talvez corrigido, pela hipótese mística da vida eterna que medicina e biologia tentam encampar e da qual as revistas de boa saúde tentam nos convencer; a morte é, de fato, a constante da equação.
 Nada que o mundo ocidental não conheça. O filósofo alemão Georg Friedrich Hegel (1770-1831) certa vez definiu "mestre" como alguém desapegado da vida a ponto de enfrentar a morte, enquanto "servo" seria um escravo do desejo de continuar vivo - e que obedeceria mais às regras que lhe garantissem a sobrevida. Em consequência, o servo anula sua vontade de transformar o mundo e a si mesmo.
 Criados numa sociedade de consumo, corremos o risco de levar essa escravidão às últimas, defendendo a boa saúde e os confortos com muito mais afinco do que aquilo que podemos fazer por nós e pelos outros enquanto ainda gozamos dela.
 Os senhores do Japão ensinam que a morte é a hora em que podemos continuar a existir na memória das pessoas - uma oportunidade que, para mim, eles não perdem mais.
 Sokan Kato Young

Enviado por Gustavo Parrilla

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Melhores textos: O PORCO E O CAVALO

Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça.
Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo.
Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo.
Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário:

- Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
Neste momento, o porco escutava toda a conversa.
No dia seguinte deram o medicamento e foram embora.
O porco se aproximou do cavalo e disse :
- Força amigo ! Levanta daí, senão você será sacrificado!
No segundo dia, deram o medicamento e foram embora.
O porco se aproximou do cavalo e disse :
- Vamos lá amigão levanta senão você vai morrer ! Vamos lá, eu te ajudo a levantar... Upa !
No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse :
- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse :
- Cara, é agora ou nunca, levanta logo ! Coragem ! Upa ! Upa ! Isso, devagar ! Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai... Fantástico ! Corre, corre mais ! Upa ! Upa ! Upa !!! Você venceu, Campeão !
Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou:
- Milagre ! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa... 'Vamos matar o porco! '
Isso acontece com freqüência no ambiente de trabalho.
Ninguém percebe, quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso.
Saber viver sem ser reconhecido é uma arte, afinal quantas vezes fazemos o papel do porco amigo ou quantos já nos levantaram e nem o sabor da gratidão puderam dispor ???
Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se : Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic.
Procure ser uma pessoa de valor, e não só uma  uma pessoa de sucesso.

Enviado por:  Luis Baddini

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Melhores textos: 248 Dicas do Prof.Marins

Título do item
10 Dicas Para Viver Com Entusiasmo!
10 Dicas Para Ser Um Jovem Vencedor
10 Dicas Para Perder Um Cliente
10 Conselhos de Buda
10 Dicas para um Atendimento Excelente
10 Dicas Para Ser Um Empreendedor!
10 Dicas ou Promessas para um Ano Novo
10 Dicas que só os muito amigos lhe darão
03 Perguntas Mágicas
05 Dicas Para o Executivo do Século XXI
01 dica para você administrar melhor o seu tempo
01 Dica para você recuperar um cliente perdido
01 dica para seu aperfeiçoamento pessoal
10 Coisas que Fazem as Pessoas Realmente Comprometidas
10 Erros mais comuns que os executivos cometem
06 Razões para Ser Dispensado de um Emprego
10 Armadilhas do Sucesso
10 Razões para o Fracasso Profissional
10 dicas para melhorar o clima de sua empresa
20 dicas para o sucesso pessoal e profissional
10 coisas que fazem os melhores chefes
10 mandamentos do sucesso, segundo Lee Iacocca
06 dicas para quem não tem desconfiômetro
10 dicas para melhorar o clima de qualquer empresa e a própria vida
12 dicas sobre o que fazem os melhores líderes
04 dicas sobre o que faz um profissional de sucesso
05 dicas para ser diferente neste mundo competitivo
10 coisas que fazem os vendedores de sucesso
12 causas do fracasso na liderança
03 razões para o fracasso
01 dica sobre a União - Sermão do Padre Vieira sobre a União (excertos)
10 Coisas que tiram o sono dos líderes empresariais 

Fonte:
http://www.anthropos.com.br
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